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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 1 comentários

As Lágrimas...

Todos sabem que lágrimas
São mais que apenas água.
São mágoa,
São luz,
São os sentimentos nus,
São a dor
E sua cor
Que extravazam 
e dançam pela pele.
domingo, 15 de dezembro de 2013 0 comentários

Algumas poesias...

Numa noite calma,
De luar tristonho,
O orvalho cai,
Como uma chuva de sonho.


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A figura de manto e foice

foi-se
e levou me consigo.
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Divagações Obscuras


Quanto mais fico no escuro,
mais ele faz parte do meu ser;
a luz não penetra em mim
quando chega o amanhecer.
A leve textura da noite
me cai como manto,
governo o nada, que escorre pelos cantos.
Porque, na falta de ver,
encontro a verdadeira visão
e a noite se torna testemunha da minha benção.
No escuro, confabulo e divago
e começo à entender que o nada
é apenas espaço vago
para encher-se de verdade.


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Transborda nos Olhos


Entre a tristeza e o espanto,
faz-se o pranto
que afaga o rosto,
e afoga o encanto
nas dobras e cantos
dos porquês e portantos.
E a lágrima,
doce mensageira da humanidade,
mostra a oculta verdade,
presente no coração,
lar de sentimento e emoção.
A dor infiltra-se nas brechas
que o tempo não fecha.
E o coração fragmenta-se
enquanto a tristeza
transborda nos olhos.
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Porque Generalizamos e os Rótulos que Criamos

Seis bilhões de indivíduos. Seis bilhões de almas sobre a crosta terrestre. De variados nomes, raças e crenças.Consegue imaginar? Seis milhões de vidas. Separadas, mas conjuntas.
Por isso, generalizamos. É um instinto humano separa-se em grupos. E, mais humano ainda, é julgar.
Não é fácil conviver com tantos tipos de pessoas, então as agrupamos, fazemos imagens mentais delas e as guardamos na mente.

O problema é que, como um antigo filme, a imagem se deteriora com o tempo.

E dessa deterioração, surgem os estereótipos. Rótulos que cobrem as imagens. Muçulmano? Terrorista! Padre? Pedófilo! Pastor? Estelionatário! E todas as outras semi-mentiras e meias-verdades que a mídia prega. Generalizamos. Temos pré-conceitos muito enraizados e julgamos o mundo com as leis dele próprio.
Agarramos todas as nossas imagens, com os seus rótulos, e criamos para nós uma armadura, para que ninguém possa ver nossos pecados, nossas culpas e convicções. Julgamos, temendo um julgamento recíproco, honesto.

Assim, adultos, cuidadosamente escondidos em suas armaduras, tomam das mãos das crianças a câmera e lhes devolvem as imagens tiradas do seu ponto de vista limitado. A câmera com a qual capturamos as imagens que usaremos pela vida inteira.
Porque, além de "proteger", a armadura também limita a visão. Mostra apenas as verdades convenientes. É o cabresto auto-imposto, a venda seletiva, cheia de furos.
Por isso e mais, proponho que queimemos nossas imagens parciais. Todas elas. E que seus rótulos vão com elas.

Tirariamos então, de uma gaveta escura e cheia de pó a nossa câmera (que na realidade, nunca manejamos) e abramos a porta para um novo mundo, desrotulado, desajeitado. Feliz.
Quem sabe algum dia nos escontramos por aí e tiramos uma foto juntos. Talvez um céu azul?

Sem nenhum rótulo. Apenas liberdade.
 
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